segunda-feira, 5 de março de 2012

Mutações genéticas, ativação dos genes, divisão celular... são ocorrências do mundo biológico que os estudiosos da área buscaram entender – e continuam tentando. Movimentos de placas tectônicas, abalos sísmicos, mudanças climáticas... são ocorrências do mundo geográfico que os estudiosos da área buscaram entender – e continuam tentando. Ligações químicas, elementos periódicos, radiação e fusão nuclear também ocorrem no mundo químico e os estudiosos da área buscaram entendê-los e compreendê-los, bem como continuam realizando estudos para conquistar o conhecimento total a cerca do que estudam. Eu gostaria de saber, portanto – uma vez que há sempre alguém investigando algo para conhecê-lo em sua totalidade – quem é que me investiga. Quem procura me entender? Há algum ser buscando me conhecer?

Assim como historiadores fizeram com a história, eu poderia ser considerada um objeto de estudo? Seria estranhamente vergonhoso saber que há alguém que me conhece em minha totalidade de idéias, pensamentos, atos e ações. Contudo receio, gratificada, que isto seja impossível. Afinal, eu realmente tento entender as pessoas ao meu redor, mas conclui que não há um meio para tanto. Assim como na biologia, as pessoas são mutáveis; assim como na geografia, o ser humano não permanece constante; assim como na química, novos elementos são descobertos. Incessante é uma palavra que não existe para a natureza humana; mudanças é no que o homem se define. A estrada do entendimento, portanto, é defeituosa e cheia de obstáculos que podem te fazer desistir. Interessante mesmo é deitar a cabeça num travesseiro confortável, murmurar um “foda-se” e dormir, tranqüilamente. Porque o mais importante, você fez: tentar.

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