Falar de amizade pode não ser um assunto muito fácil quando você para e observa que, de toda a sua vida, restaram-lhe pouquíssimos amigos verdadeiros — isto é, se você puder dizer que tem algum. Já reparou que a maioria se perde no jardim de infância, no fundamental, ou na sua formatura de 3° ano?
Você segue sua vida e vai pra faculdade, onde estão seus futuros colegas de trabalho [e consequentes concorrentes], então, a lógica da coisa é: eles querem passar a perna em você. Querem ser os melhores da turma e ter mais destaque, o que não vai ser diferente no seu futuro emprego. Suponho que essas coisas dificultem a formação de uma amizade sincera no meio desse caos competitivo que se forma quando finalmente alcançamos nossa tão sonhada “independência”. Se eu acreditar naquele ditado de “descobrir um santo pra cobrir outro”, eu conseguirei entender melhor o que quer dizer obter algumas conquistas e perder algumas coisas por elas. Lei da Compensação. Ou seja lá como se chama isso.
De qualquer forma, por mais pessimista que eu possa ser, estou certa de que exceções existem, mesmo acreditando que seja paradoxal dizer que “para toda regra existe exceção”. Só digo que há exceção porque ainda tenho amigos verdadeiros, e a minha fase de “caos competitivo” está mais perto do que nunca. Nem todos se perderam, nem todos me abandonaram e eu amo todos os que ainda tenho, os quais me esforçarei para não perder. Porque sei que, se eu os perder, acabarei por perder a mim mesma; quando se tem amigos, amigos de verdade, a sua essência acaba ficando com eles.
[Escrito para Diego Ferreira, que me sugeriu o tema e por ser alguém que eu considero um amigo não-perdido no meio do caos competitivo]
Você segue sua vida e vai pra faculdade, onde estão seus futuros colegas de trabalho [e consequentes concorrentes], então, a lógica da coisa é: eles querem passar a perna em você. Querem ser os melhores da turma e ter mais destaque, o que não vai ser diferente no seu futuro emprego. Suponho que essas coisas dificultem a formação de uma amizade sincera no meio desse caos competitivo que se forma quando finalmente alcançamos nossa tão sonhada “independência”. Se eu acreditar naquele ditado de “descobrir um santo pra cobrir outro”, eu conseguirei entender melhor o que quer dizer obter algumas conquistas e perder algumas coisas por elas. Lei da Compensação. Ou seja lá como se chama isso.
De qualquer forma, por mais pessimista que eu possa ser, estou certa de que exceções existem, mesmo acreditando que seja paradoxal dizer que “para toda regra existe exceção”. Só digo que há exceção porque ainda tenho amigos verdadeiros, e a minha fase de “caos competitivo” está mais perto do que nunca. Nem todos se perderam, nem todos me abandonaram e eu amo todos os que ainda tenho, os quais me esforçarei para não perder. Porque sei que, se eu os perder, acabarei por perder a mim mesma; quando se tem amigos, amigos de verdade, a sua essência acaba ficando com eles.
[Escrito para Diego Ferreira, que me sugeriu o tema e por ser alguém que eu considero um amigo não-perdido no meio do caos competitivo]
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