É somente quando você decide escrever algo sobre você mesmo que acaba por descobrir que não se conhece tão bem quanto deveria.
Se me perguntarem quem é um fulano de tal que eu conheça, certamente eu saberei responder à pergunta com clareza e convicção; entretanto, ao ser direcionada à mesma pergunta sobre mim mesma, a resposta, possivelmente, não virá. A realidade é que, enquanto vivemos, passamos a maior parte do tempo nos preocupando com o que os outros pensam, como eles agem e o que são, acabando, portanto, nos esquecendo de nós mesmos.
Enquanto você aponta os defeitos do próximo, esquece-se de que os seus defeitos estão sendo apontados por outras pessoas e é assim que segue a vida. O único problema é que, ao olhar para o erro alheio, o erro próprio pode acabar por continuar sendo camuflado pela visão cega de alguém que esqueceu a própria vida para viver a de terceiros. Prova disto é que, na maioria das vezes, nós sempre temos solução para os problemas dos outros, mas, para os nossos próprios, não. Se não fosse assim, por que então pediríamos ajuda?
Talvez seja por isso que não há um só ser humano perfeito na face da Terra... A conclusão a que posso chegar é a seguinte: nós vivemos a vida de quem está ao redor para que, quem está ao redor, possa viver a nossa. Desta forma, nos tornamos intimamente dependentes de todos aqueles que nos cercam, bem como fazemos com que eles sejam dependentes de nós.
Às vezes me pergunto se esta não é uma estratégia do ser humano para se sentir menos sozinho. Receio que esta possa ser a minha estratégia...
Se me perguntarem quem é um fulano de tal que eu conheça, certamente eu saberei responder à pergunta com clareza e convicção; entretanto, ao ser direcionada à mesma pergunta sobre mim mesma, a resposta, possivelmente, não virá. A realidade é que, enquanto vivemos, passamos a maior parte do tempo nos preocupando com o que os outros pensam, como eles agem e o que são, acabando, portanto, nos esquecendo de nós mesmos.
Enquanto você aponta os defeitos do próximo, esquece-se de que os seus defeitos estão sendo apontados por outras pessoas e é assim que segue a vida. O único problema é que, ao olhar para o erro alheio, o erro próprio pode acabar por continuar sendo camuflado pela visão cega de alguém que esqueceu a própria vida para viver a de terceiros. Prova disto é que, na maioria das vezes, nós sempre temos solução para os problemas dos outros, mas, para os nossos próprios, não. Se não fosse assim, por que então pediríamos ajuda?
Talvez seja por isso que não há um só ser humano perfeito na face da Terra... A conclusão a que posso chegar é a seguinte: nós vivemos a vida de quem está ao redor para que, quem está ao redor, possa viver a nossa. Desta forma, nos tornamos intimamente dependentes de todos aqueles que nos cercam, bem como fazemos com que eles sejam dependentes de nós.
Às vezes me pergunto se esta não é uma estratégia do ser humano para se sentir menos sozinho. Receio que esta possa ser a minha estratégia...
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